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Nota de repúdio à soltura do assassino confesso de Marina Gonçalves Cunha e de Solidariedade

  • Foto do escritor: Laiz Perrut
    Laiz Perrut
  • 19 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Juiz de Fora foi palco de mais um caso de FEMINICÍDIO!


Marina Gonçalves Cunha foi morta por seu marido no dia 21 de maio de 2018, submetida a um ato de extrema de crueldade. Por dias o assassino confesso, Pedro, fingiu com frieza e tranquilidade ter sido abandonado pela esposa (Marina), juntamente aos três filhos do casal de  2 a 6 anos de idade. A família de Marina, no entanto, desconfiou de seu desaparecimento, uma vez que não receberam qualquer notícia dela, o que os levou, depois de dias de aflição, à identificação do corpo encontrado pela polícia dia 31 de maio em um matagal no bairro Aeroporto, apresentando fortes sinais de violência e tentativa de ocultação da identidade. Pedro confessou o crime e foi preso no dia 7 de junho, tendo sido registrado pelo vídeo das câmeras de segurança do prédio que moravam saindo com o corpo sem vida de Marina em um carrinho de supermercado.

A família da vítima e toda a população juizforana espera por um julgamento justo, entretanto não é o que vem acontecendo. Na sexta passada, dia 14/06 o desembar

gador Sálvio Chaves deferiu um pedido de habeas corpus, permitindo que o acusado responda em liberdade. A autoridade teria julgado não estar comprovado que o suspeito apresenta perigo para a sociedade.

Mais uma vez vemos a verdade: as vidas das mulheres não importam, tampouco as vidas das crianças que perderam a mãe nesse ato brutal.

Assim, hoje, quando a vítima estaria celebrando seu aniversário, lançamos essa nota para manifestar nosso total repúdio à soltura, pois uma pessoa que age de forma fria e cruel, contra a própria esposa e mãe de seus filhos, não pode ser considerada indefesa para a sociedade, respondendo em liberdade. Afirmamos mais uma vez que o crime cometido foi FEMINICÍDIO, um ato brutal e covarde, e deve ser julgado enquanto tal!

Manifestamos também nossa solidariedade à família de Marina, nossos profundos sentimentos por sua perda e por cada mulher vítima de feminicídio e nos colocamos à disposição para lutar em conjunto por uma conclusão justa do caso!


Nossas vidas importam! #MarinaPresente


Seguiremos em Marcha até que TODAS sejamos LIVRES!


Assinam essa nota: 

- Coletivo Maria Maria - Mulheres em Movimento (Núcleo da MMM em JF)

- Coletivo de Mulheres Medicina - UFJF

- CRP - Conselho Regional de Psicologia


CONVOCAMOS TODAS E TODOS PARA NOS REUNIRMOS EM UM ATO EM MEMÓRIA DE MARINA E CONTRA O FEMINICÍDIO! Sexta, 22/06 às 18:00h em frente ao Banco do Brasil, no calçadão da Rua Halfeld.


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